terça-feira, 21 de abril de 2009

Tudo tem uma base genética...

Sem dúvida que um dos campos da ciência em que se investe mais tempo e dinheiro é a engenharia genética.

A necessidade de produção de medicamentos e o empenho da medicina em procurar soluções para muitas doenças congénitas graves que afectam grande parte da população mundial são as razões principais para que tal aconteça. Embora ainda incapaz de resolver todos os problemas relacionados com o que referi acima, a engenharia genética tem evoluído de forma surpreendentemente veloz, sendo agora possível escolher, por exemplo, o sexo de um futuro filho de um casal. Mas isto é apenas o começo de uma escalada arrepiante no mundo da genética.

Há algum tempo, um zigoto humano foi geneticamente manipulado de forma a ser retirado um gene problemático que afectara grande parte da família ancestral dos pais. Embora feito pelos melhores motivos, este caso abriu um precedente cujas consequências podem ser tenebrosas no futuro.
Imaginem como será se daqui para a frente se puder escolher como queremos os nossos filhos, em vez de deixarmos isso para a lotaria dos genes: queremos o nosso filho com olhos azuis? Ou talvez um com resistência acima do normal? Ou mesmo um filho com 250 de QI? Será que isto está certo? Será que podemos brincar com os nossos genes como se de legos se tratassem para construir a pessoa perfeita? Que implicações terá isso na vida das pessoas "naturalmente dotadas"?
Imaginem se um tal governo hostil cria a "máquina perfeita" e faz clones para a guerra para depois os usar como “material dispensável”. Ou se qualquer empresa sedenta de lucro cria génios para os fechar depois 24 horas por dia como se escravos fossem. E se estes super-humanos se apercebem do que realmente são e se juntam para exterminar as pessoas "normais"? Existe um sem-fim de possibilidades e nenhuma delas me parece contribuir para o bem comum.
Será que estou a ver filmes a mais? Ou será que tenho uma imaginação demasiado fértil? Será que me estou a preocupar demasiado cedo com estes problemas? Pessoalmente, acho que não.

1. Mesmo os filmes têm algo verdadeiro em que se basear.
2. É graças a imaginação que muita coisa nova surge neste mundo.
3. Pensámos o mesmo no que diz respeito ao modo como maltratamos a nossa única casa nas imensidões cósmicas, e de qualquer forma, iriam querer ver os vossos netos nesta situação?

A minha única esperança é que quem por esse mundo fora comanda os destinos de tais áreas da ciencia saiba medir as consequências de tal evolução, e que possa restringir as áreas a explorar.
Alguns poderão pensar que isto é um crime contra a ciência, outros poderão simplesmente dizer que a curiosidade é algo inerente ao ser humano, mas como um conhecido ditado diz, "a curiosidade matou o gato". Só espero não estarmos a abrir uma "Caixa de Pandora"...

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